quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Amor.

Ouvi hoje novas respostas para uma velha pergunta. Talvez a mais velha das perguntas.

O que é o amor?

É o apego do ego por seus objetos de desejo. É dar o que não se tem a quem não pode receber. O amor é a pior forma de odiar a si próprio, é a armadilha mais bem montada por você para capturar o seu próprio coração.
As pessoas mão recebem amor.
O amor é egoista e regeitado, nós cultivamos ele dentro de nós para satisfazer os próprios desejos. O amor é manipulador, destruidor, inevitável.
O amor é fonte de dor, mentira, escravidão. O amor não devia ser comemorado, devia ser abolido.
A única salvação é a decepção. Só ela nós coloca de volta no trilho, nos mostra a verdade, nos esclarece as mentiras e acaba com a dor.

Não falo isso como um rejeitado e abandonado de coração partido. Falo isso como um amante irrefreável, um apaixonado incorrigível de coração partido.
Sou manipulado, dirigido, enganado e sustentado pelo meu amor, e ele é tão grande, tão poderoso, que nem mesmo as maiores decepções puderam derruba-lo.

Agora entendo porque as pessoas não recebem o amor, ele é pesado e ocupa todo o espaço que temos no coração e em todo o resto do corpo.

Por isso digo que sem você não sou nada, que nos dois somos um, que apesar de tudo ainda te quero e sempre vou querer.

Porque te amo. E não podia ter nada pior.

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