terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Sentimentação

Realmente eu estou perdido. Completamente perdido dentro de mim.

Não aguento mais sentir e "dessentir", pensar e "despensar". Porque raios o lugar que comanda os sentimentos, seja qual for, não resolve o que quer sentir de uma vez? Porra, fico aqui triste, feliz, calmo, nervoso, desgostoso, esperançoso, mas que merda!

Eu já inventei todas as histórias mirabolantes para influenciar os meus sentimentos. Mas no fim ele sempre retoma a saudade e começa tudo de novo.

Não que eu queira deixar de sentir, virar um psicopata. Mas podia diminuir a diversidade de sentimentos por vez.

Isso tudo está me atrapalhando bastante e o pior é que não sei como resolver. Pois não sei o que estou sentindo de verdade e isso dificulta na hora de expressar o sentimento. Começar a gritar poemas românticos para terminar chorando um palavrão.

Preciso resolver isso logo. Antes que a saudade volte e o ciclo recomece.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Amor.

Ouvi hoje novas respostas para uma velha pergunta. Talvez a mais velha das perguntas.

O que é o amor?

É o apego do ego por seus objetos de desejo. É dar o que não se tem a quem não pode receber. O amor é a pior forma de odiar a si próprio, é a armadilha mais bem montada por você para capturar o seu próprio coração.
As pessoas mão recebem amor.
O amor é egoista e regeitado, nós cultivamos ele dentro de nós para satisfazer os próprios desejos. O amor é manipulador, destruidor, inevitável.
O amor é fonte de dor, mentira, escravidão. O amor não devia ser comemorado, devia ser abolido.
A única salvação é a decepção. Só ela nós coloca de volta no trilho, nos mostra a verdade, nos esclarece as mentiras e acaba com a dor.

Não falo isso como um rejeitado e abandonado de coração partido. Falo isso como um amante irrefreável, um apaixonado incorrigível de coração partido.
Sou manipulado, dirigido, enganado e sustentado pelo meu amor, e ele é tão grande, tão poderoso, que nem mesmo as maiores decepções puderam derruba-lo.

Agora entendo porque as pessoas não recebem o amor, ele é pesado e ocupa todo o espaço que temos no coração e em todo o resto do corpo.

Por isso digo que sem você não sou nada, que nos dois somos um, que apesar de tudo ainda te quero e sempre vou querer.

Porque te amo. E não podia ter nada pior.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Orgulho

Não foram só risadas
Nem só vontades
Foram mais que mãos dadas
Bem mais que saudades

Foram todas as vidas
Tantas as idas
Que pensei em voltar
Voltar sem lutar

E então me perdi
Me perdi sem você
E então te perdi
E segui sem você


terça-feira, 16 de novembro de 2010

Essas coisas ruins

Seguindo o pensamento de Lulu Santos digo: Não existiria o ruim se não tivesse o bom.

Logo, essas coisas boas que falo aqui só existem por causa das coisas ruins que evito falar aqui. Mas isso está errado. As coisas ruins são, exatamente por esse motivo, uma dessas coisas boas que falo aqui. Então hoje falarei dessas coisas ruins e como elas são boas.

Uma reflexão me levou a ver que a saudade das pessoas boas é sempre maior quando estamos em situações ruins. Talvez dai venham a mania de dizer que saudade é ruim, pois não é. E seguindo esse raciocínio percebi também que os momentos ruins são mais que necessários.

"A vida imita a arte" dizem por ai. E nesse caso é verdade. As pessoas sempre se aproximam mais quando passam juntas por dificuldades. Nos filmes temos isso com ação, tiros, sequestros e vilões. Mas na vida real temos mortes de parentes, demissões, doenças, assaltos e etc. Coisas do cotidiano que quando compartilhadas com alguém criam um vinculo forte entre essas pessoas.

Não estou dizendo que essas situações sejam boas. É muito melhor criar vínculos com situações boas, mas sem as coisas ruins não teríamos as boas (voltando ao Lulu Santos).

Por isso acredito que, na vida, só existem essas coisas boas.

Chamam isso de otimismo.

Eu começo a acreditar que, isso sim, é ser realista.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Todas essas coisas boas

Dentre todos os lugares
Foi o melhor
Dentre todos os céus
O mais bonito.

De todas as saudades
É a maior
De todas as distancias
O infinito

Mais que todas as dores
O amor
Mais que todos os sabores
O preferido

Entre todas essas coisas boas
Você é a melhor
Entre todas essas pessoas
Fui escolhido

domingo, 19 de setembro de 2010

Não me amarra dinheiro não!

Já faz uns 4 anos, salvo engano meu, que troquei o dia pela noite. Não por vontade própria, mas acabou acontecendo. E isso me fez bem. Não foi nada físico, fisicamente tem até feito um pouco mal, foi algo mental.
Diferente de muita gente que conheço, meu pai sempre me apoiou e incentivou a fazer as coisas que gosto e não pelo dinheiro. Isso me transformou em uma pessoa muito feliz, mas aos olhos da maioria das pessoas, me transformou em um vagabundo.

E é isso que, trocar o dia pela noite, mudou na minha vida. Eu percebi que eu nunca me matei de estudar, nunca me estressei com meu chefe, nunca reclamei do trabalho, pelo menos nunca com tanta sinceridade quanto o meu pai reclama do dele.

Afinal eu posso não ter um trabalho fixo, uma renda fixa, e isso eu sempre soube que não teria, mas eu tenho muita felicidade, porque eu só faço o que eu gosto de fazer. Faço radio e tv, mas não quero trabalhar na televisão e não trabalho. E olha, não é por falta de oportunidade, já me surgiram oportunidades ótimas, mas não me interessa. O dinheiro pode ser ótimo, o horário incrível, mas não é o que eu quero fazer. UÈ!!

E uma coisa eu descobri, e muitos vão achar que é maluquisse, e pode até ser, mas, quando se faz as coisas com amor, com vontade sincera, o dinheiro aparece. Sim aparece, ele te acha. Nem sempre é uma quantia enorme (quase nunca é), mas ela sempre vem.

Faz quatro anos que todo mês consigo pagar minhas contas, querendo ou não o dinheiro vem. Deve ser assim com o Charlie Harper. Que tem fama de vagabundo beberrão e vive bem, feliz da vida e tal. Pq? Por que faz o que gosta.

Então "fica a dica". Faça o que você gosta. Claro, momentos ruins vão aparecer, afinal não é tudo um mar de rosas, mas pode ter certeza que no fim, vai dar certo. Fazendo o que se gosta, a gnete faz com mais vontade, mais bem feito, mais vezes e mais feliz. Como que uma coisa feita assim pode não dar certo?!

O bom é viver, porque daqui só se leva a saudade.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Coisas inacabadas.

Existem ainda algumas coisas inacabadas.

Pensamentos, tarefas, amores, textos, trabalhos, conversas e principalmente a vida.

Não sou o tipo de pessoa que gosta de terminar tudo que começa. Gosto sim de terminar, mas não tudo e não logo. Se tudo que comecei estivesse terminado os momentos de solidão seriam vazios, além de solitários.

Algumas coisas tem prazos, e esses precisam ser cumpridos para novas coisas surgirem. Mas os pensamentos, amores, textos, conversas e principalmente a vida, não precisam ser terminados. Assim nós nos mantemos pensando, amando, escrevendo, conversando e principalmente vivendo.

Mas cheguei num momento onde parece que os textos e pensamentos se completaram e, assim, terminaram. A única coisa que me sobra na cabeça é uma frase que não se resolve, que parece ter potencial para livros, filmes e conversas inteiras, mas que na minha cabeça não passa de uma frase.




Gotas de silêncio.

Ultimamente é isso que tem escorrido de meus poros criativos. Gotas de silêncio.
Encharcando todo o chão e desfazendo as poucas folhas de rascunho que sobraram.

Na sala a agua se acumula somente. Já faz meses e meses que as gotas de silêncio pingam de mim. No momento a agua vazia atinge meus joelhos e poucas letras são visíveis nas paginas molhadas que flutuam. Parece inevitável o fim, morrer afogado no silêncio dessas gotas que verteram de mim.




Com a frase transfomada em um esboço, prolongo o termino dela e garanto mais tempo de pensamentos interminados. E assim farei, alongarei os pensamentos, amores, textos e conversas até que a única coisa que não posso alongar se acabe.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Eu não sei nada

Eu não vim até aqui te divertir,
Se me divirto de algo já valeu.
Não vim pensar, sorrir, te tratar bem,
Lutar por algo que já não é meu.

Eu sei do tempo e conheço seus danos,
No que eu fui e no que eu não pude ser.
Nos meus acertos e nos desenganos,
Do que eu sei, nada serve pra você.

E eu só quero dizer,
Que eu não sei nada de você.
E eu só quero dizer,
Não sei muito de mim também.

(Herbert Vianna)

terça-feira, 10 de agosto de 2010

A maior bobagem.

Uma das melhores coisas da vida é estar apaixonado.

E isso não se discute. Mesmo quando não é uma paixão correspondida, ainda sim é uma das melhores coisas.

Qualquer olhar, sorriso, "oi", "tchau", beijo no rosto, risada e etc faz você a pessoa mais feliz do mundo. E mente quem diz que nunca sentiu isso.

Estar apaixonado é ter todas as suas emoções amplificadas 1 milhão de vezes, é apreciar as coisas mais banais, é a plena definição de "rir à toa", é a maior bobagem do mundo, mas é a melhor bobagem do mundo!

A paixão é cega, surda e muda as vezes, mas é também a unica que escuta, vê e fala o que realmente importa.

É a maior piada de todas, por que sempre que alguém faz uma declaração apaixonada surge aquele sorriso besta no canto da boca e se o beijo demora mais que meio segundo, o sorriso se espalha e vira uma risada extremamente sincera que, dai sim, é interrompida pelo beijo apaixonado. E se você imaginar a cena agora o sorriso vai surgir no canto da sua boca com certeza. É incontrolável.

Fala a verdade. Paixão não é a maior e melhor bobagem do mundo?!

E mesmo assim é só mais uma entre todas essas coisas boas.

domingo, 18 de julho de 2010

Velico vicis

Era mais uma noite de trabalho que não passava. Os clientes não eram mais que 20, mas a banda tocava mesmo assim para ouvidos desatentos e mentes cansadas.

Logo a minha frente estavam um casal e um amigo deles (era o que parecia). O casal se dava muito bem, o amigo não parecia constrangido em estar "sozinho" ali e também não pareciam aguardar mais ninguém. Uma garrafa de Johnnie Walker Red Label estava pela metade na mesa e os três falavam alto, competindo com a mesa de trás, onde estavam um dos donos do bar e amigos que comemoravam o aniversário do marido de uma antiga funcionaria.

Eu apenas aguardava o fim da última entrada da banda para poder ir para casa dormir. Sai para fumar um cigarro (graças ao Serra) e ver se o tempo passava mais rápido. Eis que os dois caras que estavam na mesa com a moça saem para somar fumaça ao ar.

Tenho que lhes confessar que naquela terça-feira eu não esperava nada, minha vida estava chegando ao ponto monótono que se chega depois de muito tempo sem novidades e, definitivamente, nada mais aconteceria pois eram mais de meia noite e dali menos de 6 horas eu teria que estar de pé para mais um dia de faculdade e depois trabalho. Mas...


Me pediram o isqueiro e perguntaram se a banda iria voltar a tocar e dai o papo se iniciou, a bebida facilitava a simpatia deles e o meu cigarro me impedia de entrar novamente no bar. Para poupa-los do dialogo todo vou resumir: Era aniversário de um deles e ali no bar estavam o aniversariante, a namorada e o cunhado dele. Me disseram que numa terça feira somente eles se dispuseram a sair para comemorar e que mal haviam começado, que dali iriam para algum outro lugar, como trabalhava em um pub me perguntaram se não conhecia algum lugar legal e que ficasse aberto até mais tarde, disse que não pois terça era fraco o movimento e não valia a pena para os bares ficar aberto. Eis que se inicia a mágica da oportunidade.

Talvez pelo excesso de álcool, ou pela hora, ou pelo destino mesmo eles me acharam muito legal e resolveram me convidar para comemorar o aniversário do rapaz com eles o que, claro, recusei educadamente. Imagina, eu teria que levantar cedo para ir a faculdade e já eram mais de meia noite, sem a menor chance.

Nesse meio tempo mais um cigarro tinha se juntado a nos, o do dono do bar onde trabalhava, e ele se apresentou da seguinte forma: "Gabriel, a gente tá indo pro bar do Jeff, ali na bela cintra, se quiserem...".

Pronto, era a deixa para mais um convite do trio, e dessa vez com um adendo, outras duas moças se juntariam a nós para a comemoração. Uma loira e uma morena.

Mais uma vez, sem motivo aparente, a luz da oportunidade me surgiu e eu resolvi aceitar o convite, afinal não seria a primeira nem a última vez que ficaria a noite sem dormir antes da aula. Fomos!!

O resto da noite são flashs. Lembro de piadas, lembro do bar do Jeff, lembro de beber muito, mas principalmente lembro do que me aconteceu.

As duas moças que nos acompanhariam na comemoração eram as irmãs Stephani e Jenifer (acho que se escreve assim). E, segundo indicações do cunhado do aniversariante, a loira era a minha e a morena a dele. Ótimo, na pior das hipóteses eu ficaria aguentando uma loira chata e feia. Vamos embora.

Mas o que eu não esperava era que a morena fosse roubar meu coração. Uma conversa mais interessante, uma intimidade instantânea e uma beleza estonteante.

Infelizmente, e para não alongar muito mais este post, eu perdi a oportunidade de pegar o telefone dela e de qualquer um deles que estavam lah e nunca mais voltei a ver essa morena.

Mas uma coisa me aconteceu nesse dia. Eu aprendi a NUNCA recusar um convite, por mais que a minha vontade seja de ficar debaixo da coberta, ou de dormir ou de qualquer outra coisa. Depois de avaliar as possibilidades de ser sequestro, ou encrenca, NUNCA recuso um convite. Quem sabe não é dessa forma que vou conhecer o próximo amor da minha vida, ou meu socio ou seja lá o que for. O importante é aproveitar as oportunidades que surgem, por mais estranhas e inusitadas que elas sejam!

Carpe Diem.

sábado, 10 de julho de 2010

Uma carta de amor.

Talvez esse não seja o melhor momento para escrever, mas talvez nunca venha a existir um momento certo.
Nada do que está escrito aqui tem um propósito além o de ser lido. Seja por quem for.

Se me lembro bem, tudo começou com um sonho, digno de filmes românticos, com corrida de braços abertos em câmera lenta e tudo o mais. Talvez o sonho nem tenha realmente acontecido, mas foi o gatilho para a maior paixão que alguém jamais pôde experimentar.
Obviamente não me recordo de datas e nem de todos os diálogos, mas as imagens e as sensações continuam vivas como no momento em que aconteceram. Me lembro bem da primeira coisa que pensei quando começamos a nos ver mais. "Como pode estar dando certo se NADA do que eu falo ela concorda e vice e versa?". Mas foi esse, talvez, o maior pilar do relacionamento e um dos primeiros a cair.

Lembro de uma cena simples, que talvez só eu lembre. Um deck de madeira a noite, você sentada no peitoril dele, o mar ao fundo e a lua cheia no céu. E lembro de ter pensado que eu era o homem mais feliz do mundo e de perceber também a relação extremamente forte que você tinha, e ainda deve ter, com seu pai. E como essa, muitas outras cenas me fizeram ser o homem mais feliz do mundo.

E mais que de repente, você foi embora. Apesar de tem pensado sobre isso milhares de vezes e entender todos os "porques" ainda sim a dor não passava, a saudade não descansava e a esperança persistia, apesar de todos os indícios contrários. E lembro de todos os problemas pelo qual passamos e também de como superamos eles, e quando tudo parecia estar se acertando, quando a saudade deu uma trégua, a dor sumiu e a esperança mal respirava você apareceu para salva-la.
E tudo aconteceu novamente, toda a alegria, toda mágica, toda paixão, tudo que me fazia ser o homem mais feliz do mundo voltava para me tirar do chão.

Nessa época foi quando percebi uma coisa que estava sempre presente e que não deixava a dor ir embora, nem a esperança morrer. Era o amor.

Ele foi quem me ajudou a passar por todas as dificuldades que tivemos, por todos os problemas e mudanças. Mas eu não sabia lidar com ele, não sabia o que fazer, como da-lo, como cuidar dele.

E foi ai que tudo começou a desabar.

Mas essa parte não merece espaço nessa carta, pois não é sobre os momentos ruins que venho escrever. Afinal, defeitos todos temos o importante é que as qualidades sejam maiores para que os efeitos mal sejam percebidos.

E é isso que venho declarar aqui. Meu amor por você, por tudo que você me ensinou, tudo que compartilhou comigo e por tudo que me fez sentir.

A maior alegria que levo desses anos é a saudade. Ainda existe a dor, ainda existe a esperança, mas aprendi que a saudade é o maior bem que você podia ter me dado.

Os médicos podem dizer o que quiserem quando eu morrer, mas eu sei que a unica razão minha morte será a saudade.

Obrigado por tudo que me ensinou e só espero que tenha muito mais para me ensinar.

Te amo.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Nostalgia

É incrivelmente bom ter nostalgia, se é que nostalgia é algo que se tenha.

Mas lembrar das coisas é muito bom, melhor ainda é sentir as sensações de novo, é um treinamento ótimo que aprendi no teatro.

Lembrar da raiva quando quebraram seu carrinho no primario, lembrar da alegria de ganhar aquele video game que você tanto queria, a tristeza de brigar com seu melhor amigo, a leveza de se apaixonar a primeira vista e o vôo do primeiro beijo. Essas coisas são ótimas de se lembrar e levar consigo pelo resto da vida.
Elas ajudam em momentos difíceis e prolongam os alegres.

Uma coisa que me trouxe a vontade de juntar mais sensações dessa foi este site: http://www.mapadassensacoes.com.br/mapadassensacoes/

O que eles propõem é realmente valido. Andar pela cidade e observar todos os efeitos que ela causa nos 5 sentidos. Todas as nuances que ela nos apresenta. Os textos da página principal são muito bons também!

domingo, 4 de julho de 2010

2010

Mesmo antes desse ano começar eu tinha um pressentimento de que ele seria bom, e realmente está sendo incrível.

Claro que nem tudo são rosas, até porque seria muito gay, existem problemas, doenças, tristezas, dias ruins e etc, mas num olhar amplo 2010 está sendo incrivelmente bom.

Talvez por isso o nome do blog, ou talvez eu que esteja mais otimista, ou mais trabalhador (e com "trabalhador" eu não quero dizer empregado). Mas seja o que for, está dando certo, as coisas estão acontecendo e não é só para mim, as pessoas ao meu redor também estão bem, profissionalmente, emocionalmente e todos os "mentes" possíveis. Claro, como já disse, problemas existem, para todos, mas são contornáveis.

Então que isso seja verdade pelo resto do ano. Que as pessoas continuem felizes e que as coisas continuem dando cada vez mais certo. Assim todos teremos sorrisos nos rostos e todos os problemas serão menores do que aparentam.

"Sabe o que é um sorriso? Sorriso é uma curva que endireita tudo!"

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Saudade da paixão

Esse mês passou incrivelmente devagar. Não sei porque, dizem que a gente acha que o tempo passa rápido quando não lembra o que fez, mas eu não lembro tudo que fiz no mês e ele demorou a valer pra passar.

Mas pode ser por nesse mês muita coisa ter acontecido. Temos copa, temos dia dos namorados, temos festa junina e eu tenho facul, exames de monte, trabalhos e etc.

Mas uma coisa surgiu esse mês e foi boa.

Saudades.

Saudades de pessoas, de coisas, de momentos, mas principalmente saudade de me apaixonar.

Acontece de tempos em tempos, principalmente depois de tempos sem se apaixonar, e traz essa saudade. Saudade de sentir saudade, saudade de se importar muito com alguém, saudade de ficar bobo, saudade de um simples "Oi" fazer o dia mais feliz. Essas e outras bobagens que acontecem quando a gente se apaixona.

Mas isso é um bom sinal também. Por que, normalmente, quando chega essa saudade a paixão volta.

Enquanto isso, vou ouvindo músicas tristes e escrevendo bobagens.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Meus 16 anos.

Hoje fui procurar uma calça para dormir nesse frio que está fazendo e achei meus 16 anos ali, logo embaixo da camisa do São Paulo F.C. Eles eram coloridos, felizes e cabiam perfeitamente em mim, mas agora estavam desbotados, com pouquíssimas cores e tão no fundo armário que nem me lembrava deles.

Meus 16 anos eram uma camiseta laranja da FUBU com um símbolo já indecifrável no peito. Durante alguns minutos, talvez uns 2 ou 3, eu fiquei vendo imagens de mim com aquela camiseta novinha andando de bicicleta pelo bairro, tomando açai em dias de sol, jogando bola no prédio branco da rua de baixo, em churrascos de aniversário onde todo o bairro aparecia. Vi a cena da primeira vez que minha mãe falou que aquela camiseta estava velha e eu devia dar ela, me vi colocando ela na gaveta e começando a usar roupas menos coloridas, tons de bege, cinza, preto, branco. E me assustei quando percebi que quando falam que os adultos são mais sérios, tristes e sem cor é verdade. Eu estava sem cor, meus 16 anos estavam quase sem cor, meus amigos estavam sem cor.

No fim das contas o mundo estava ficando sem cor e meus 16 anos eram pijamas do meu irmão mais novo.

domingo, 13 de junho de 2010

Me deparei novamente com o fim.

Aquele muro enorme e cinza que, eu sei, me separa do mesmo caminho que percorri antes de me ver de frente com esse muro enorme e cinza novamente.

O muro do fim, que me separa do começo. O mesmo muro que atravessei sabe-se lá quanto tempo atrás e quantas vezes antes. E mesmo assim me vejo diante dele novamente.

Dessa vez estou sozinho para atravessa-lo, mas já estive acompanhado e me largaram no meio da escalada e no caminho não encontrei mais a pessoa para saber o porque da pressa dela, porque não pode me esperar para atravessar-mos juntos.

Mas encontrei outras pessoas pelo caminho e, se eu sentar aqui e esperar, elas podem me ajudar a passar por esse fim. Mas essas pessoas já atravessaram varias vezes esse muro, algumas até mais vezes do que eu e podem estar com pressa, como da última vez.

Então deve ser melhor atravessar logo e caminhar devagar, assim as pessoas que vem vindo podem me encontrar no caminho.

E como já percorri o caminho algumas vezes, sei o que posso encontrar. Quem sabe se pegar algumas estradas diferentes não me depare com pessoas, paisagens, perigos diferentes. Quem sabe não encontre a pessoa que me largou na subida do muro, talvez ela esteja perdida, talvez andando mais devagar, talvez nem a encontre.

Mas sei que vou encontrar brisa do mar, lua cheia, rede, por do sol e todas essas coisas boas que aparecem durante o caminho.