terça-feira, 26 de abril de 2011

Mais um fim.

- Eu não disse que ia acabar assim?

- Mas quem iria acreditar?

- Você. Eu achava pelo menos.

- Você sempre esperou mais do que eu podia dar.

- E você sempre superou o esperado.

- ...

- ...

- Talvez esse seja o melhor fim mesmo.

- Talvez. Mas talvez seja o destino.

- Mas com certeza é um fim.

- Com certeza.

- Mas não é o nosso primeiro.

- Vamos esperar que não seja o último.

- Acho que é isso.

- É.

- ...

- ...

- ...

- ...

- ...

- ...

- Eu te amei. De verdade.

- Não posso dizer isso no passado ainda.

- Mas vai poder. Um dia.

- Não quero te esquecer.

- Não vai. Não vou. Não vamos.

- Promete dar noticias?

- Prometo.

- Acho que só falta dizer obrigado.

- Acho que falta o "tchau" ainda.

- Essa eu não quero dizer.

- Mas eu quero ouvir, para dizer "oi" depois.

- Então...Tchau.

- Tchau.


Depois do ultimo beijo ela caminhou em direção a escada rolante no aeroporto e não olhou para trás nem por um segundo. Ele ficou observando ela ir embora esperando que tudo ficasse bem e que ela olhasse uma ultima vez para ele.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Estou aqui.

Estou correndo perigo.
Perigo de gostar demais.
Perigo de ser um a mais.
Estou perdido.

Estou me entregando.
Entregando os segredos.
Entregando os receios.
Estou estragando tudo?

Estou te esperando.
Esperando começar.
Esperando prolongar.
Estou esperando tanto.

Estou feliz.
Feliz da vida.
Feliz com a vinda.
Estou vendo um final feliz.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Me afogando.

Não me lembro quanto tempo faz, mas faz muito tempo. Durante esse tempo pude pensar muito, resolver situações mal resolvidas na minha cabeça, pude me perdoar de coisa que não havia me perdoado ainda, entre outros problemas resolvidos e respostas conseguidas.

Mas o que me traz aqui hoje é um comparação que fiz um tempo atrás. De frente com uma nova paixão eu lembro que ficava sentado no escuro ouvindo música e olhando pela janela, mas nesse dia chovia e me veio a cabeça uma comparação entre aquela paixão e a chuva. Não me lembro exatamente o texto que escrevi com essa comparação, mas era algo que vinha devagar e que diziam fazer mal, mas que quando te acertava era incrível. Algo assim.

Essa comparação me vem a mente novamente hoje. Mas dessa vez é feroz, é devastador, um tsunami!

Era mais um sábado de manha, por volta das 6 da manha. A previsão havia dito que choveria o fim de semana todo e realmente já havia caido uma garôa, mas nada que molhasse de verdade. Quando tudo muda, o tempo fecha e gotas começam a cair e antes que pudesse pensar em me cobrir já estava completamente molhado, a aguá me afogava, me sufocava, me flutuava, algo com tal força que nada pude fazer, se não me deixar levar.

Agora, confortável na correnteza da paixão, flutuo sem destino, sem medo e sem pressa.

Quando eu saí na chuva já queria me molhar.