quarta-feira, 13 de abril de 2011

Me afogando.

Não me lembro quanto tempo faz, mas faz muito tempo. Durante esse tempo pude pensar muito, resolver situações mal resolvidas na minha cabeça, pude me perdoar de coisa que não havia me perdoado ainda, entre outros problemas resolvidos e respostas conseguidas.

Mas o que me traz aqui hoje é um comparação que fiz um tempo atrás. De frente com uma nova paixão eu lembro que ficava sentado no escuro ouvindo música e olhando pela janela, mas nesse dia chovia e me veio a cabeça uma comparação entre aquela paixão e a chuva. Não me lembro exatamente o texto que escrevi com essa comparação, mas era algo que vinha devagar e que diziam fazer mal, mas que quando te acertava era incrível. Algo assim.

Essa comparação me vem a mente novamente hoje. Mas dessa vez é feroz, é devastador, um tsunami!

Era mais um sábado de manha, por volta das 6 da manha. A previsão havia dito que choveria o fim de semana todo e realmente já havia caido uma garôa, mas nada que molhasse de verdade. Quando tudo muda, o tempo fecha e gotas começam a cair e antes que pudesse pensar em me cobrir já estava completamente molhado, a aguá me afogava, me sufocava, me flutuava, algo com tal força que nada pude fazer, se não me deixar levar.

Agora, confortável na correnteza da paixão, flutuo sem destino, sem medo e sem pressa.

Quando eu saí na chuva já queria me molhar.

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