quarta-feira, 23 de junho de 2010

Saudade da paixão

Esse mês passou incrivelmente devagar. Não sei porque, dizem que a gente acha que o tempo passa rápido quando não lembra o que fez, mas eu não lembro tudo que fiz no mês e ele demorou a valer pra passar.

Mas pode ser por nesse mês muita coisa ter acontecido. Temos copa, temos dia dos namorados, temos festa junina e eu tenho facul, exames de monte, trabalhos e etc.

Mas uma coisa surgiu esse mês e foi boa.

Saudades.

Saudades de pessoas, de coisas, de momentos, mas principalmente saudade de me apaixonar.

Acontece de tempos em tempos, principalmente depois de tempos sem se apaixonar, e traz essa saudade. Saudade de sentir saudade, saudade de se importar muito com alguém, saudade de ficar bobo, saudade de um simples "Oi" fazer o dia mais feliz. Essas e outras bobagens que acontecem quando a gente se apaixona.

Mas isso é um bom sinal também. Por que, normalmente, quando chega essa saudade a paixão volta.

Enquanto isso, vou ouvindo músicas tristes e escrevendo bobagens.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Meus 16 anos.

Hoje fui procurar uma calça para dormir nesse frio que está fazendo e achei meus 16 anos ali, logo embaixo da camisa do São Paulo F.C. Eles eram coloridos, felizes e cabiam perfeitamente em mim, mas agora estavam desbotados, com pouquíssimas cores e tão no fundo armário que nem me lembrava deles.

Meus 16 anos eram uma camiseta laranja da FUBU com um símbolo já indecifrável no peito. Durante alguns minutos, talvez uns 2 ou 3, eu fiquei vendo imagens de mim com aquela camiseta novinha andando de bicicleta pelo bairro, tomando açai em dias de sol, jogando bola no prédio branco da rua de baixo, em churrascos de aniversário onde todo o bairro aparecia. Vi a cena da primeira vez que minha mãe falou que aquela camiseta estava velha e eu devia dar ela, me vi colocando ela na gaveta e começando a usar roupas menos coloridas, tons de bege, cinza, preto, branco. E me assustei quando percebi que quando falam que os adultos são mais sérios, tristes e sem cor é verdade. Eu estava sem cor, meus 16 anos estavam quase sem cor, meus amigos estavam sem cor.

No fim das contas o mundo estava ficando sem cor e meus 16 anos eram pijamas do meu irmão mais novo.

domingo, 13 de junho de 2010

Me deparei novamente com o fim.

Aquele muro enorme e cinza que, eu sei, me separa do mesmo caminho que percorri antes de me ver de frente com esse muro enorme e cinza novamente.

O muro do fim, que me separa do começo. O mesmo muro que atravessei sabe-se lá quanto tempo atrás e quantas vezes antes. E mesmo assim me vejo diante dele novamente.

Dessa vez estou sozinho para atravessa-lo, mas já estive acompanhado e me largaram no meio da escalada e no caminho não encontrei mais a pessoa para saber o porque da pressa dela, porque não pode me esperar para atravessar-mos juntos.

Mas encontrei outras pessoas pelo caminho e, se eu sentar aqui e esperar, elas podem me ajudar a passar por esse fim. Mas essas pessoas já atravessaram varias vezes esse muro, algumas até mais vezes do que eu e podem estar com pressa, como da última vez.

Então deve ser melhor atravessar logo e caminhar devagar, assim as pessoas que vem vindo podem me encontrar no caminho.

E como já percorri o caminho algumas vezes, sei o que posso encontrar. Quem sabe se pegar algumas estradas diferentes não me depare com pessoas, paisagens, perigos diferentes. Quem sabe não encontre a pessoa que me largou na subida do muro, talvez ela esteja perdida, talvez andando mais devagar, talvez nem a encontre.

Mas sei que vou encontrar brisa do mar, lua cheia, rede, por do sol e todas essas coisas boas que aparecem durante o caminho.