domingo, 13 de junho de 2010

Me deparei novamente com o fim.

Aquele muro enorme e cinza que, eu sei, me separa do mesmo caminho que percorri antes de me ver de frente com esse muro enorme e cinza novamente.

O muro do fim, que me separa do começo. O mesmo muro que atravessei sabe-se lá quanto tempo atrás e quantas vezes antes. E mesmo assim me vejo diante dele novamente.

Dessa vez estou sozinho para atravessa-lo, mas já estive acompanhado e me largaram no meio da escalada e no caminho não encontrei mais a pessoa para saber o porque da pressa dela, porque não pode me esperar para atravessar-mos juntos.

Mas encontrei outras pessoas pelo caminho e, se eu sentar aqui e esperar, elas podem me ajudar a passar por esse fim. Mas essas pessoas já atravessaram varias vezes esse muro, algumas até mais vezes do que eu e podem estar com pressa, como da última vez.

Então deve ser melhor atravessar logo e caminhar devagar, assim as pessoas que vem vindo podem me encontrar no caminho.

E como já percorri o caminho algumas vezes, sei o que posso encontrar. Quem sabe se pegar algumas estradas diferentes não me depare com pessoas, paisagens, perigos diferentes. Quem sabe não encontre a pessoa que me largou na subida do muro, talvez ela esteja perdida, talvez andando mais devagar, talvez nem a encontre.

Mas sei que vou encontrar brisa do mar, lua cheia, rede, por do sol e todas essas coisas boas que aparecem durante o caminho.

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